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Tatiana Regina de Carvalho

Um medo estava tomando conta de mim não sei direito explicar, talvez minha ignorância era a culpada.
Não que eu não soubesse como se transmita a AIDS, mas a minha ignorância fazia com que eu não quisesse chegar perto daquelas pessoas.
Antes de ir pensei em desistir mas algo me empurrava para que eu fosse. Chegando lá ainda tomada pelo medo do que iria me acontecer decidi ficar um pouco isolada, mas quando entramos para a casa percebi que não havia mais jeito. O que eu iria fazer? Eu não sabia!
A Vilma chegou, deu uma palestra que me deixou mais confortável, só que a barreira da ignorância e do medo era maior.
Na gora da entrega dos cartões de natal eu fiquei com vergonha, pois eu não sabia o que fazer mas eu ouvi “vai” da Josi que me deu força.
Lemos o cartão para ela, porque era cega por conseqüência daquela doença, fui me sentindo mais a vontade, dei um abraço nela, naquele momento já não existia mais barreiras nenhuma era eu e ela. Era como eu passasse força para ela e ela passasse confiança. Todas as barreiras foram destruídas naquele momento só havia alegria e satisfação por estar lá.
O incrível é que depois do abraço me senti tão feliz que deu vontade de choras.
E agora você pode estar se perguntando “onde foi parar o medo?” O medo no meio de tantos sentimentos bons desapareceu.
 
 
 
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