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Projeto Casa Caio
 
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  I – IDENTIFICAÇÃO  
     
  1.1 Da Entidade Social  
  1.2 Do Representante Legal  
  1.3 Do Técnico Responsável pelo Projeto  
  1.4 Dados Administrativos da Entidade  
  1.5 Finalidade Estatutária da Instituição  
  1.6 Área de Atuação  
  1.7 Locais de atendimento do Projeto  
  1.8 Capacidade Instalada de Atendimento  
     
  II – DESCRIÇÃO DO PROJETO
2.1 Justificativa

                 Segundo o relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já são 40,3 milhões de infectados com HIV no mundo. Em 2005, 3,1 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença (66 mil na América Latina), das quais 570 mil eram crianças.
                 O Brasil apresenta um alto número de casos de soropositivos e doentes de AIDS (1/3 do total de 1,8 milhão de casos da América Latina), sendo preocupante a incidência do HIV nas mulheres, pois acaba abalando a estrutura familiar. A maior parte destas mulheres está em idade reprodutiva e o problema da orfandade é crescente, estimando-se que o número de crianças que ficarão órfãs e desalojadas no país chegará a 30 mil, sendo que deste total, 10% também estarão infectados pelo HIV, por transmissão vertical, o que apenas aumenta a sua exclusão do convívio normal na sociedade.
                 Em Ribeirão Preto (3ª posição no ranking das cidades brasileiras com maior número de casos de soropositivos e doentes de AIDS; só fica atrás de São Paulo e Santos), o número de mulheres portadoras do HIV que dão à luz no Hospital das Clínicas é bastante expressivo (apenas nos meses de junho e julho de 2005, foram registrados, nas maternidades públicas do município, 5 nascimentos de crianças cujas mães são soropositivas – segundo estatística da Vigilância Epidemiológica, Secretaria Municipal da Saúde), sendo de extrema importância o acompanhamento dos recém-nascidos para minimizar o impacto da epidemia sobre eles, assim como o tratamento da mãe durante a gestação e na hora do nascimento.
                 As estatísticas demonstram a necessidade de serem realizados trabalhos que visem a prevenção das DST/AIDS para que haja redução na taxa de contaminação e transmissão, conseguindo dessa forma, que no futuro (a longo prazo), essa epidemia esteja controlada e não sejam mais necessários os trabalhos de intervenção com os doentes, apenas os de prevenção com a população em geral.
                 Em função disso tudo, em 1994, o CORASSOL deu início ao projeto “Casa Caio”, buscando atender as crianças e adolescentes soropositivos ou doentes de AIDS, vítimas da transmissão vertical prioritariamente os órfãos, os abandonados, os que sofrem com a vitimização ou ainda aqueles cujos responsáveis são negligentes com relação à saúde do doente, principalmente no que diz respeito à alimentação, medicação e acompanhamento hospitalar contínuo, no sentido de garantir uma sobrevida maior e de mais qualidade, reduzindo o índice de infecções oportunistas.
                 Entretanto, existem casos em que crianças não portadoras do HIV, também vítimas de abandono ou orfandade, ficam em abrigos diferentes, o que ocasiona a separação dos irmãos e pode acarretar prejuízos para o desenvolvimento integral dos sujeitos envolvidos. Preocupado com isso, o CORASSOL aumentou a capacidade de atendimento da Casa Caio, com o intuito de acolher não só as crianças soropositivas, doentes ou órfãs da AIDS, mas também os seus irmãos, atendendo dessa forma a determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que orienta e determina que os irmãos não fiquem separados no caso de abrigamento, prevenindo a desestrutura ainda maior que tal fato possa causar.
 
 
  2.2 Identificação do objeto a ser executado
                 Crianças doentes de AIDS de ambos os sexos e irmãos saudáveis que necessitem de abrigamento.
 
     
  2.3 Objetivos
2.3.1 Objetivo geral
                 Contribuir para a ampliação do acesso e melhoria da qualidade de assistência em HIV/AIDS para crianças e adolescentes soropositivos e/ou doentes de AIDS de Ribeirão Preto e região.
 
 
     
  2.3.2 Objetivos específicos
2.3.2.1 Curto prazo
2.3.2.1.1 Abrigar crianças soropositivas ou doentes de AIDS, num atendimento personalizado, conforme estabelecido pelo ECA.
2.3.2.1.2 Abrigar crianças saudáveis, vítimas da AIDS.
2.3.2.1.3 Representar um local seguro, que respeita os direitos de seus usuários.
2.3.2.1.4 Promover a capacitação da equipe que irá atuar no projeto, com o objetivo de torná-lo mais eficiente.
2.3.2.1.5 Realizar atendimento e acompanhamento psicológico e social.
2.3.2.1.6 Efetuar a inserção ou reinserção das crianças em instituições de ensino regular.
2.3.2.1.7 Propiciar condições para a superação das carências biopsicossociais, buscando a redução da incidência e reincidência de infecções oportunistas,
2.3.2.1.8 Utilizar todos os recursos disponíveis para tratamentos e a ampliação da assistência.
2.3.2.1.9 Assegurar o direto à educação, visando o pleno desenvolvimento da criança e seu preparo para o exercício da cidadania.
2.3.2.1.10 Proporcionar a participação em atividades culturais, esportivas e de lazer.
 
     
  2.3.2.2 Médio prazo
2.3.2.2.1 Assegurar a proteção contra qualquer tipo de discriminação, fazendo frente às fronteiras do preconceito, medo e omissão.
2.3.2.2.2 Prestar assistência às famílias dos abrigados, dando o suporte e todas as informações necessárias para que possam lidar com essa situação.
2.3.2.2.3 Manter o processo de qualificação da equipe, através de reciclagem e atualizações.
2.3.2.2.4 Formar parcerias com instituições reconhecidas oficialmente, no sentido de ampliar ainda mais o trabalho desenvolvido.
2.3.2.2.5 Auxiliar no acesso a bens e serviços.
2.3.2.2.6 Desenvolver um trabalho de orientação para prevenção de DST/AIDS.
 
     
  2.3.2.3 Longo prazo
2.3.2.3.1 Assegurar o direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoa humana em processo de desenvolvimento.
2.3.2.3.2 Promover a articulação com outros setores da sociedade, objetivando a sensibilização da mesma no sentido de aceitar, compreender e respeitar este segmento
2.3.2.3.3 Fortalecer física e emocionalmente os usuários, para que possam enfrentar todas as dificuldades que encontrarão em suas vidas.
2.3.2.3.4 Reinserir os abrigados em suas famílias, caso estas tenham condições de aceitá-los, acolhê-los e dar continuidade ao tratamento e trabalho realizado durante a passagem pelo abrigo.
2.3.2.3.5 Sensibilizar e mobilizar a população na busca da defesa dos direitos das crianças vitimizadas.
 
     
 

2.4 Metas a serem atingidas
2.4.1 Abrigar 40 crianças doentes de AIDS e propiciar moradia e alimentação dignas a todas elas, reduzindo o caso de doenças oportunistas em função do melhor atendimento e acompanhamento desenvolvidos, paralelos ao tratamento médico e medicamentoso, aumentando, conseqüentemente, a qualidade de vida de 100% dos atendidos/abrigados.
2.4.2 Assegurar 100% de matrículas para as crianças em idade escolar.

 
     
  2.5 Metodologia
                 As crianças que atenderem os critérios de inclusão pré-estabecidos (orfandade, abandono, vitmização, negligência) serão encaminhadas pelo Juiz da Infância e Juventude ou pelos Conselhos Tutelares, e serão abrigadas juntamente com seus irmãos (quando necessário), sendo atendidas no que se refere a: alimentação, atendimento e acompanhamento psicológico e social, cuidados de enfermagem, acompanhamento pedagógico, transporte aos serviços oficiais de saúde e educação, e outros que se fizerem necessários e puderem ser disponibilizados pelo projeto.
                 Os usuários terão o seu tratamento médico acompanhado metodicamente, visando o cumprimento de todas as solicitações e orientações, contribuindo assim para o bom resultado do tratamento.
                 A hospedagem e a alimentação serão completas, visando sempre o bem-estar, a saúde e o desenvolvimento integral em todos os aspectos.
                 As crianças em idade escolar freqüentarão as escolas regularmente, utilizando o transporte disponibilizado pelo projeto, e terão acompanhamento pedagógico, visando um aproveitamento satisfatório, não só com relação ao desempenho escolar como também no processo de maturação, observação e coordenação do desenvolvimento emocional e intelectual dessas crianças.
                 Será realizado um trabalho de conscientização e sensibilização da comunidade visando uma melhor aceitação por parte dela para que as crianças atendidas sejam tratadas com respeito e igualdade de direitos não apenas dentro da Casa, mas também na vida comum na sociedade, na escola, etc.
 
     
  2.6 Etapas de execução
                 Ver anexo III.

 
     
  2.7 Recursos
2.7.1 Recursos humanos

 
     
  2.7.1.1 Recursos humanos existentes  
 
Função
Formação
Quantidade
Carga horária semanal
Assistente Social
Superior
01
40h
Psicóloga
Superior
01
20h
Coordenadora
Médio
01
40h
Larista
Médio
01
40h
Recepcionista
Médio
01
40h
Auxiliar de Enfermagem
Médio
02
40h
Atendente
Médio
05
40h
Atendente hospitalar/medicamentos
Médio
02
40h
Serviços gerais
Fundamental
04
40h
Cozinheira
Fundamental
01
40h
Motorista
Fundamental
01
40h
 
     
  2.7.1.2 Recursos humanos necessários  
 
Função
Formação
Quantidade
Carga horária semanal
Terapeuta Ocupacional
Superior
01
20h
 
     
  2.7.2 Recursos materiais
2.7.2.1 Recursos materiais de consumo
2.7.2.1.1 Existentes
Fraldas descartáveis, medicamentos, leites especiais, alimentação, material de limpeza e higiene.
2.7.2.1.2 Necessários
Fraldas descartáveis, medicamentos, leites especiais, alimentação, material de limpeza e higiene.

 
     
  2.7.2.2 Recursos materiais permanentes
2.7.2.2.1 Existentes
Equipamentos necessários ao funcionamento de um abrigo.
2.7.2.2.2 Necessários
Geladeira, fogão, camas e colchões.

 
     
  2.8 Custos  
 
Despesas
Custo Mensal
Custo Anual
%
Salários + adicionais
10.900,00
130.800,00
49,8%
Encargos sociais
3.651,50
43.818,00
16,7%
Outros gastos com pessoal (1)
1.807,00
21.684,00
8,3%
Alimentação
2.610,00
31.320,00
11,9%
Material de Consumo (2)
1.225,00
14.700,00
5,6%
Material Pedagógico
350,00
4.200,00

1,6%

Manutenção (3)
984,00
11.808,00
4,5%
Serviços de Terceiros (4)
360,00
4.320,00
1,6%
TOTAL
21.887,50
262.650,00
100,0%
 
  (1) Outros gastos com Pessoal – Vale Transporte, Seguro de Vida, Mútuo Funerário, Transporte de Pessoal.
(2) Material de Consumo – Higiene e Limpeza, medicamentos, material de escritório, fraldas, roupa de cama, mesa e banho, combustível, etc.
(3) Manutenção – água, energia elétrica, telefone, seguro, aluguel, etc.
(4) Serviços de Terceiros – Escritório de Contabilidade, moto táxi, manutenção geral (móveis, utensílios, instalações, equipamentos).
 
     
  III – PREVISÃO DO INÍCIO E FIM DA EXECUÇÃO DO PROJETO
O projeto terá início em janeiro de 2006 e se encerrará em dezembro do mesmo ano.

 
     
 

IV – AVALIAÇÃO
                 A avaliação do projeto é contínua, com reuniões periódicas da equipe, entre a equipe e demais envolvidos (usuários e familiares) e entre a equipe e a coordenação e diretoria da instituição para que sejam realizadas as adequações que se fizerem necessárias.
                 Alguns indicadores para o processo de avaliação:
- Número de crianças abrigadas;
- Número de refeições/dia fornecidas;
- Número de procedimentos/mês realizados;
- Porcentagem de redução de infecções cruzadas;
- Número de crianças freqüentando a escola;
- Número de atividades pedagógicas/mês.
                 Com o objetivo de detectar falhas, reconhecer e valorizar sucessos, e estar constantemente em aprimoramento, a avaliação é imprescindível para o bom funcionamento e andamento do projeto.
                 Todas as atividades serão monitoradas, devendo ser previamente analisadas, discutidas e aprovadas para então serem executadas. A clareza de todas as ações mostrará que todo o processo foi realizado buscando o melhor atendimento possível, com o objetivo de atingir excelentes resultados, mantendo dessa forma a credibilidade da instituição executora, e do projeto em si, frente à comunidade, à sociedade, ao poder público e aos usuários diretamente beneficiados com o desenvolvimento do projeto.
                 A avaliação propicia também o retorno dos resultados do trabalho realizado, mostrando a sua eficiência, deficiências, objetivos atingidos, efeitos positivos e negativos que exerceram sobre a população usuária.
                 A comunidade também poderá avaliar o desempenho e a execução do projeto, contribuindo para o melhor desenvolvimento do mesmo, o que afeta positivamente o aproveitamento por parte dos usuários.

 

Ribeirão Preto, 25 de novembro de 2005.

 
     
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Responsável pela Elaboração do Projeto
Marina Akemi Nomoto
Assistente Social – CRESS nº 35.223
Responsável pela Instituição
Marta Irides de Oliveira
Presidente
     
  Anexo III – Cronograma de atividades do projeto “Casa Caio”  
 
Atividades \ Tempo
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
Anexo III – Cronograma de atividades do projeto “Casa Caio”
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Atendimento e acompanhamento psicológico e social
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Transporte aos serviços de saúde e escolar
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Acompanhamento pedagógico
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Cuidados de enfermagem
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Trabalho de prevenção
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Avaliação do projeto
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  Ano 2006  
     
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